Pedagogia do Ódio



O Ministério Público recebe denúncias.

Livros que deveriam educar estão ensinando ódio.

Livros que deveriam formar cidadãos estão formando intolerância.


Behind the Veil .

Mein Kampf.

The Turner Diaries.

Não são ficção inocente.

Não são interpretações debatíveis.

São manuais de ódio, claros, diretos, cruéis.


Docentes indicam a leitura.

Docentes validam o conteúdo.

Docentes transformam preconceito em lição.


E o Estado observa.

O Ministério Público observa.

E diz: “Está dentro da legalidade.”

Mesmo quando a lei proíbe xenofobia.

Mesmo quando a moral mínima exige intervenção.

Nada acontece.


O que se ensina é desprezo pelo diferente.

É intolerância como prática.

É ódio como método.

Não há sutileza.

Não há interpretação.

Não há debate.


Pedagogia do ódio.

Crua.

Legal.

Visceral.

Humanamente morta.


O que deveria proteger crianças e jovens é cúmplice.

O que deveria educar é instrumento de doutrinação.

O que deveria ensinar humanidade ensina desprezo.


E, enquanto isso, o ódio cresce.

Silencioso. Legitimo. Efetivo.

Tijolo por tijolo, livro por livro, aula por aula.


O resultado? Uma geração ensinada a odiar.

Simples assim.

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