A mentira do amor








Após ser interpelado e receber “sugesta” de mais um namorado /marido com ciúmes resolvi retomar meus textos no blog e falar sobre o assunto.

Busquei na história onde teria começado esse dito amor e acabei parando em Platão que certa vez disse: Quem ama extremamente, deixa de viver em si e vive no que ama.” Vê-se claramente nas palavras da filosofia que amor é sentimento de posse proveniente do ego e da vaidade, onde você deve abandonar o amor próprio para viver algo que não é seu, mas que se apossa como se fosse qualquer objeto.

Não satisfeito procurei a definição de amor na Bíblia Sagrada, a palavra de Deus, que diz assim no Evangelho de João 3:16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Neste caso vemos o amor do Pai com o filho e um sacrificio enorme em ter que dar o ser amado a uma causa maior.

Fui mais a fundo e voltei aos meus estudos de fisiologismo que diz que “o ser humano do sexo masculino é polígamo por natureza”, ou seja, a monogamia provem de dogmas cristãos, uma vez que algumas religiões como o islamismo permite a poligamia dentro de suas regras especificas.

De todas as citações expostas nasceu o movimento chamado Romantismo que surgiu no século XVIII e teve seu auge até o final do século XIX, influenciando pintores, escritores, escultores e todas as ricas áreas artísticas daquele período. Um de seus expoentes e aclamado escritor da idade média, William Shakespeare (1564), possui em sua biografia relatos de agressões verbais e físicas a esposa, além de inúmeros casos extraconjugais, ao absurdo de abandonar a mulher com sete filhos e ir se aventurar na Cia Mundo de Teatro, viajando por toda Inglaterra por anos e só retornando para casa quando estava falido e doente. 

Dando um testemunho pessoal, enquanto estive casado sempre fui cobrado por não ter nenhuma música que marcou a relação, nenhum filme, nenhum lugar especial... ora, eu já tinha tudo que queria! Uma esposa dedicada, um lindo filho e um emprego maravilhoso! Tudo que eu acreditava ser a base de uma relação eu tentei me dedicar ao máximo: respeito, lealdade, carinho, atenção, proventos, cumplicidade... mas e o amor? Não sei, mas garanto a quem ler esse texto afirmo que havia paz, serenidade e harmonia na relação... porque acabou? Também não sei, mas tenho a certeza que ambos demos nosso melhor e se não foi suficiente e recíproco para um de nós então era o momento de findar, pois tudo nesse mundo fenece, até os sentimentos.

E qual o mal desse romantismo que ajudou a enriquecer muitos? Ao ser humano que acredita são as frustrações, depressão e um sentimento de fracasso. Mas o dano à sociedade, principalmente a brasileira com o machismo enraizado tanto em homens como em mulheres é nefasto com os dados das instituições de segurança: a cada sete minutos uma mulher é agredida física ou verbalmente por seu companheiro e a cada 48hs uma mulher é assassinada por crime passional.

Em TODOS os casos em que recebi recados ameaçadores e intimidadores o “homem” tinha histórico de traição as suas companheiras, então chego a seguinte conclusão: homens são como cachorros, urinam próximo a sua comida para marcar território, mas gostam mesmo é de brincar no quintal do vizinho.

Se isso é amor, então prefiro odiar.




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