Apocalypto - O fim?

“... foi quando ouvimos um grande estrondo e voltamos, foi o maior deles, sentimos um magnetismo muito forte, seu tamanho e a violência do impacto impressionava e todos caminhavam a esmo pelas ruas procurando algo que não existia, olhares perdidos no vazio, talvez buscando o mesmo que nós: entender o que acontecera a poucos minutos... estavam por toda a parte, então decidimos continuar nosso caminho, por mais que estivéssemos curiosos para saber que força era aquela que provinha do enorme objeto lançado ao solo com tamanha violência, mas não parecia seguro, temíamos... fomos caminhando dentre as pessoas atônitas quando se deu o primeiro clarão, o céu tempestuoso parecia arder em chamas, as nuvens coloradas mesclava-se com luzes flamejantes... continuávamos a caminhar quando ouvimos um estrondo mais forte e tenebroso, procuramos de onde vinha tal colapso quando levantamos nossos olhos e vimos o Sol se partir ao meio e dele um ser gigantesco envolto em uma longa capa vermelha se mostrava, silencioso e com ar de superioridade nos observava até que em um leve movimento com a mão direita fez o céu chorar labaredas de fogo fulminando a alguns, deixando queimaduras em outros e a peste branca na pele dos demais... tentamos voltar para ajudar aos que estavam sendo carbonizados, porém fomos impedidos de nos aproximar por este ser solar que em nossas mentes dizia: “Todos aqueles que duvidam do que estão vendo não merecem permanecer neste mundo, serão fulminados pelo meu fogo e ira”. Assim controlamos ao máximo nossas mentes para que não duvidássemos da veracidade do horror que nossos olhos presenciavam, alguns que estavam conosco sucumbiram por não conseguir aceitar o que era inegável... sentamos a frente de um hospital e assistimos impotentes aquilo que parecia ser o final...”
Nesta manhã despertei-me febril, com dores fortíssimas em meu corpo como quem tivesse feito tamanho esforço, com a mente fadigada... levantei-me, tomei banho, meu café e em seguida minha medicação... desmarquei os compromissos do dia e me isolei para pensar no que havia visto durante a turbulenta madrugada... por mais duas luas fui perseguido por este sonho, cessou logo em seguida alternando por novas terríveis visões... sem dormir a duas semanas... 










“e vimos todo tipo de corrupção sob a Terra, aqueles que deveriam nos defender agora disputava seu espaço com a voracidade de um lobo, e os bons escondiam-se com medo do caos que ali se transformara. Nós buscamos abrigo entre os gentis, porém não havia mais confiança entre os homens que rechaçavam todos o tipo de aproximação, então tomamos o trem rumo a lugares mais distantes e havia um grande êxodo a nossa frente, trens lotados de pessoas que fugiam da violência, assim começou uma luta corporal por falta de espaço nos vagões começando assim uma discórdia naquele local, então decidimos descer na estação seguinte rumo ao porto, onde sabíamos que haveria um grande navio e um de nossos irmãos estavam presentes na comissária. Adentramos ao navio e ali poucas pessoas encontravam-se presentes, logo veio nosso irmão a nos cumprimentar e começamos uma viagem pelo Rio da Prata rumo ao Ushuaia, lugar conhecido como o fim do mundo por estar no extremo sul do planeta, porém antes de chegarmos as águas tranqüilas do rio, ainda na costa, em meio ao Oceano Atlântico, uma tormenta muito forte tenta virar a embarcação de toneladas, visualizamos três redemoinhos, dois em tons acinzentados e um flamejante como fogo, que se afastava do navio e voltava com mais força se chocando contra o casco... imensas ondas se formaram e por muito pouco não houve o temido tombamento, seguimos viagem e nos fora informado pela capitã do navio que haviam apenas cinco pessoas na tripulação do transatlântico, os demais caíram no mar e se perderam, foi então que olhamos para água, que já se fazia tranqüila, e vimos milhares de corpos boiando, e uma pequena embarcação e helicóptero que tentavam resgatar aqueles que clamavam por socorro e recolhendo os corpos que ali jaziam... enfim chegamos a calmaria do Rio da Prata e tudo voltou-se ao normal...”

Despertei com o coração acelerado, assustado, mas sem fadiga ou outra dor em meu corpo

16 de fevereiro de 13





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