A ética e a ilegalidade

Esse tema volta a minha mesa depois de ter lecionado em renomada instituição e ter me deparado com um grande dilema da minha vida: manter meu emprego dentro da ilegalidade e ferir a ética profissional ou manter minha honra imaculada? Aqueles que me conhecem e conhecem minha história sabem qual foi a minha escolha.

Mas vamos ao tema sem me usar como exemplo....

Para a sociedade civil, digo pessoas comuns, a falta de ética não é crime, apenas mostra falta ou falha de caráter, pois muitos podem, por conveniência, ser antiético para garantir uma vantagem, o que mostraria ter essa pessoa um valor moral duvidoso, enquanto aquele que não tem caráter consegue ser amoral e imoral ao mesmo tempo. Então, quando a pessoa que não detém cargo público ou não está sob juramento de alguma ordem de classe, esse conceito de ética é desconhecido ou totalmente ignorado por não estar esse submetido ao crivo do julgo legal e, portanto passivo de sofrer represálias, retaliações, repressões ou punições.

Porém, quando essas pessoas comuns, pessoas físicas, passam a ser pessoas jurídicas ou pertencer a alguma ordem e estar sob juramentos, ela entra em outro patamar onde a punição pela falta de ética é devida e poderá sofrer sanções legais ou administrativas, mas por não terem essa percepção anterior da ligação entre ética, moral e legalidade continuam a ignorar os conceitos e acabam por cometerem crimes que acarretarão em todas as penalidades previstas nas leis do país.
Assim criamos um movimento de críticos contra atos criminosos em esferas superiores, porém não conseguimos em nosso cotidiano exercer o que cobramos em excesso daqueles que comandam o país, que nada mais é o reflexo do povo que o pôs em seu lugar e que almeja obter as mesmas vantagens.

Termino esse texto contestando um grande escritor: Sr Maquiavel, será mesmo que os fins justificam os meios???
  


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